O dinheiro móvel (mobile money) é barato o suficiente para os desbancarizados? O CGAP apresenta um estudo de preços reunindo informações de 16 fornecedores no Brasil e em outros nove países
by Jim Rosenberg : Monday, May 24, 2010

Este estudo examina a precificação de serviços direcionados aos pobres sem ou com pouco acesso a serviços bancários em 10 países.
CGAP, um centro de microfinanças sediado no Banco Mundial, realizou um estudo global completo de precificação de serviços bancários direcionados aos pobres – com nenhum ou com pouco acesso a serviços bancários – na África, Ásia e no Brasil. O estudo está sendo lançado no Mobile Money Summit no Rio de Janeiro.
Este estudo examina a precificação de serviços direcionados aos pobres sem ou com pouco acesso a serviços bancários em 10 países.
A conclusão: os serviços bancários móveis (mobile banking) e outras formas de serviços bancários sem agências são mais baratos que bancos tradicionais, mas a diferença entre os dois pode não ser tão grande quanto muitos imaginam.
Em média, os serviços bancários sem agências são 19% mais baratos que bancos. Por que a diferença de preços não é maior? Os fornecedores de dinheiro móvel podem estar mantendo os lucros para si mesmos e não repassando-os através de preços mais baixos. Deve existir uma boa razão.
É possível que estabelecer serviços bancários sem agências de forma bem-sucedida possa ser mais caro que o esperado. Alguns fornecedores de serviços bancários sem agências querem dar espaço para baixar os preços à medida que outros competidores entrem no mercado.
Outros destaques:
- Quanto mais baixo for o valor da transação, mais barato são os serviços bancários sem agências em comparação aos bancos. Por exemplo: a um custo de transação de US$23, os serviços bancários sem agências são em média 38% mais baratos que os bancos comerciais analizados no estudo.
- Os serviços bancários sem agências são 54% mais baratos que opções informais de transferência de dinheiro.
- O uso pelo consumidor é influenciado não somente por preços absolutos, mas pela forma que um serviço é precificado. Por exemplo, para estimular a experiência de transferências de dinheiro, alguns serviços oferecem depósitos gratuitos, o que fazem dos serviços bancários sem agências uma forma acessível de poupar.
- O preço médio de serviços bancários sem agências é de US$3,90 ao mês.
- Fornecedores informais cobram o dobro do preço por uma transferência de dinheiro em comparação a um fornecedor de serviços bancários sem agências.
Serviços analizados:
- Afeganistão: M‐Paisa
- Brasil: Bradesco e Caixa
- Cambódia: WING Money
- Costa do Marfim: MTN Mobile Money, Orange Money
- Índia: Eko
- Quênia: M‐PESA e Zap
- Paquistão: easypaisa
- Filipinas: GCash e Smart Money
- Tanzânia: M‐PESA, Zap
- África do Sul: MTN Mobile Money, WIZZIT
O estudo indicou que ao comparar 26 pioneiros em serviços bancários sem agências e bancos tradicionais com produtos direcionados ao mesmo tipo de clientes, os serviços bancários sem agências é, em média, 19% mais barato em oito ocorrências:
1. Envio de Transferência de Dinheiro
2. Recebimento de Transferência de Dinheiro
3. Guarda e poupança (safekeeping) de curto prazo
4. Poupança para emergências de médio prazo
5. Pagamentos de contas
6. Uso frequente (como critério para inclusão financeira)
7. Média de transações mensais por usuário de M‐PESA em 2008
8. Média de transações mensais por cliente bancário no Quênia em 2008


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